Esse é meu segundo blog.
Antes de mais nada devo mencionar um fato importante: gosto de escrever. Muito. Outro fato importante: gosto de filmes. Também muito. Então alguns anos atrás criei um blog para postar críticas (ou pelo menos eu as considerava como tal) sobre filmes que estavam saindo na época (era em torno de 2007, me lembro de ter feito críticas para o primeiro Transformers e o filme Duro de Matar 4.0, dentre outros).
Passaram-se algumas semanas e parei de postar. Não sei bem o motivo. Não sei se a inspiração acabou. Não me lembro exatamente.
Agora, 3 anos depois, na mesma época do ano, aqui estou postando novamente. Por um motivo muito simples: um filme.
Hoje tive a oportunidade e o privilégio de conferir mais uma obra daquele diretor que é agora oficialmente meu ídolo, Christopher Nolan. Se trata de A Origem (Inception, 2010), filme bastante comentado recentemente e considerado um dos mais esperados do ano, e agora também um sucesso comercial.
Contando com uma trama bastante complexa, o filme ganha pontos justamente por respeitar quem o assiste durante todo o momento da projeção. Ele conta com a nossa inteligência para conseguir acompanhar o desenrolar da história, sem precisar parar a cada 10 minutos para se explicar.
A trama do filme acompanha Don Cobb (Leonardo DiCaprio) e um grupo de profissionais que se especializaram em invadir o sonho de pessoas e dali extrair informações valiosas. Como acompanhamos na sequência inicial do filme, cada uma das pessoas da equipe possui uma função específica no processo (que você deverá conferir por si mesmo pra não estragar nenhuma surpresa). E ao mesmo tempo, podem existir várias "níveis" de sonho (um sonho dentro do outro), mostrando a inteligência dos roubos da equipe, que por vezes tenta fazer a vítima acreditar que já está acordada, só para depois descobrir que estava apenas dentro de outro sonho.
Eis que então, é dada à equipe liderada por DiCaprio uma nova missão: a de IMPLANTAR uma idéia na mente de uma pessoa, com o objetivo que tal pessoa realize determinado objetivo após acordar.
E a partir daí, começa uma p*ta de uma viagem pelo subconsciente.
Vale mencionar, primeiramente, que os efeitos especiais são espetaculares, principalmente por funcionarem PARA a história, e não apesar desta. A maneira como a realidade é distorcida dentro dos sonos irá deixar muita gente sem acreditar no que está vendo. E além disso, o filme utiliza o interessante conceito de que acontecimentos no mundo real podem influenciar o mundo dos sonhos, como na cena em que um sonhador que se encontra em queda livre em um sonho, acaba por eliminar a gravidade em outro sonho, ou na cena em que uma pessoa que dorme com vontade de ir ao banheiro, acaba por sonhar com uma chuva torrencial. Esse conceito abre várias oportunidades para Nolan (também autor do roteiro) realizar várias cenas que não se encaixariam em nenhum outro projeto (como na cena em que uma cidade se dobra sobre si mesma).
O elenco também, está fenômenal. A começar por DiCaprio, que já entregou outra excelente atuação esse ano no filme Ilha do Medo (Shutter Island). Ele encarna Don Cobb com tamanha naturalidade, que nem parece estar atuando. Passando por Joseph Gordon-Lewitt, um ator que gosto cada vez mais, que faz um personagem que realiza a maior parte das sequências de ação no filme (uma cena de luta em um corredor giratório envolvendo seu personagem será algo que não esquecerei tão cedo), e contando com pequenas participações, mas muito marcantes, como o personagem de Michael Caine (em seu quarto trabalho com o diretor).
Mas o grande destaque da produção é, sem dúvida, sua trama. Complexa e incrivelmente bem planejada. Vê-la se desenrolar diante de nossos olhos é uma experiência fora do normal. Havia momentos em que nem eu soube como reagir às cenas, de tão inacreditáveis (e não no sentido de "nossa, que filme mentiroso" e sim no sentido de "pqp, como esses caras fizeram isso?"). E a oportunidade de conferir o filme pela segunda vez, ou terceira vez, é nada mais do que um presente do diretor para nós, os sortudos, de poder assistir a algo assim.
Como eu disse, depois de 3 anos, um filme conseguiu me inspirar a voltar a escrever. Assim são as melhores obras de arte, aquelas que o inspiram a melhorar, a realizar alguma coisa, independente do que você esteja passando no momento. E A Origem é justamente isso. Uma obra de arte.
Não sei se dessa vez o blog vai durar. Mas independente disso, eu me sentia na obrigação de fazer um post sobre A Origem, e de chamar atenção para todas as suas qualidades.
Assista, recomende para todo mundo e assista novamente.

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